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BALÃO DE BAKRI

Novo

Consiste em um balão de silicone conectado a um cateter. Deve ser enchido com volume máximo de 500 ml. O balão vazio é colocado dentro do útero. Quando preenchido por volume ocupa a cavidade uterina tamponando o sangramento através da pressão hidrostática exercida contra parede uterina.

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DEFINIÇÃO:

 

Consiste em um balão de silicone conectado a um cateter. Deve ser enchido com volume máximo de 500 ml. O balão vazio é colocado dentro do útero. Quando preenchido por volume ocupa a cavidade uterina tamponando o sangramento através da pressão hidrostática exercida contra parede uterina. O lúmen central do cateter permite drenagem para monitorar o sangramento. Seu uso é descartável. Pode ser utilizado em combinação com sutura compressiva B-Lynch formando um “sanduíche” uterino.

INDICAÇÕES:

  • Falha dos uterotônicos e da massagem bimanual no controle do sangramento

  • Sangramento por placenta prévia ou acretismo placentário focal

  • Hemorragia pós-parto secundária a atonia uterina

  • Inversão uterina

CONTRAINDICAÇÕES:

  • Indicação de histerectomia

  • Alergia a silicone ou látex

  • Sangramento de outra origem (laceração canal de parto)

  • CIVD

 

TÉCNICA

Pós-parto vaginal:

 

1-    Esvaziar bexiga – Sonda Foley

2-    Providenciar fluído estéril de até 500ml

3-    Limpeza da cérvice e vagina com solução antisséptica

4-    Certificar que não há lacerações no canal de parto

5-    Certificar que houve dequitação completa da placenta

6-    Pinçar cérvice com pinça anel e introduzir o balão até alcançar o fundo uterino (USG para confirmar localização correta)

7-    Inflar balão com fluído estéril aquecido até resistência (não exceder 500ml)

8-    Tamponamento vaginal com gazes

 

Pós-cesárea:

 

1-    Inserir através da incisão uterina aberta a ponta do cateter através da cérvice (auxiliar para retirar do intróito vaginal)

2-    Fechar histerorrafia cuidadosamente

3-    Auxiliar deve encher balão

 

MONITORAMENTO E MANEJO:

 

  • Teste tamponamento: A efetividade do balão pode ser verificada imediatamente, identificando pacientes que requerem laparotomia.

  • Antibiótico profilático de amplo espectro: Cefazolina 2g

  • Ocitocina e/ou outros uterotônicos por 6-8 hrs

  • Prover analgesia adequada

  • Prender o cateter na face interna da coxa da paciente sem tensão

  • Lavagem periódica do cateter com solução salina estéril para remoção de coágulos

  • Acompanhar altura do fundo uterino, monitorar SV, débito urinário e sinais clínicos de choque

  • O balão pode ser removido após 2 horas do controle do sangramento, se paciente estável e sem coagulopatia

  • Recomenda-se manter balão por no máximo 24 horas

  • Remoção deve ser feita gradualmente a cada 50ml

  • Pode-se manter o balão posicionado após ser esvaziado por 30 minutos para observar presença de sangramento; presença de sangramento é considerada falha e indicação de outras opções de tratamento; o balão poderia ser temporariamente reinsuflado até providenciar novas medidas

 

 

CHECKLIST BALÃO DE BAKRI

Sangramento causado por atonia uterina?

 

Medicações uterotônicas conforme código vermelho?

 

Materiais

Balão de Bakri

 

Seringa 60 ml

 

Luva estéril

 

Solução estéril 500ml

 

Pinças para limpeza

 

Gases

 

Técnica

Analgesia

 

Assepsia

 

Antibiótico

 

Sonda Foley

 

Verificar posição

 

Inflar volume entre 250-500ml

 

Tampão vaginal

 

Conectar reservatório

 

Resultado

Controle do sangramento?

 

Registro de Sinais Vitais

 

Registro de Exames Laboratoriais

 

Tempo de uso (até 24hrs)

 

Retirada gradual (cada 50ml)

 

 

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